por Diana Almeida
Janeiro, em qualquer empresa, é mês de balanços. Conta-se stock, verificam-se vendas e investimentos, fazem-se gráficos e, com tudo isto, são os números quem governa os primeiros dias de cada ano. Sendo a Vírgula d’Interrogação uma editora, trabalhar com mais números do que palavras é-nos estranho (e profundamente aborrecido, confesso).
No entanto, reconheço a necessidade desta dinâmica e encontro nela algum conforto. Terminamos 2025 com dez livros publicados e, num só ano, mais do que duplicamos o nosso volume de trabalho.
Temos uma comunidade crescente de leitores que se interessam pela Vírgula, pela Barca, e que levam os nossos livros até outros leitores (a melhor forma de conhecer um livro é sempre por recomendação de alguém que nos é querido, pelo que muito agradecemos toda esta dinâmica).
Começamos 2026 com muitos livros geniais quase prontos para serem lidos:
Inauguramos o ano com o primeiro volume da nossa coleção de Clássicos Assíncronos: O provocatório “Três Vidas” de Gertrude Stein, que abre esta coleção onde pretendemos publicar obras que marcaram o mundo, mas que escapam às montras que lhes são devidas.
Estamos a terminar o terceiro volume da nossa coleção de Poesia Gráfica, com textos de Cesário Verde e ilustrações de dez novos artistas nacionais.
Temos um segundo volume do Projeto Cluster de Filipe Heath para publicar e um novo elemento âncora deste projeto para apresentar, que irá explorar um género muito diferente do que trabalhamos até aqui.
E estamos a trabalhar numa das maiores surpresas do panorama editorial nacional dos últimos anos.
Neste virar de páginas, a Vírgula d’Interrogação mantém-se firme na sua missão de abrir espaços e aumentar volumes. Em 2026 vamos voltar a fazer inchar os números. Estejam por perto para assistir.