por Nuno Gonçalves
A escolha: frequentar fóruns de amantes de literatura de terror, pedir recomendações a outros leitores, fazer scroll em centenas de posts de recomendações, passar horas a ler opiniões no Goodreads. O principal desafio: encontrar sugestões fora do mercado anglo-saxónico.
O contacto: o passo mais difícil e frustrante. Dezenas de e-mails enviados a editoras, agentes, por vezes aos autores, grande parte deles sem resposta ou simplesmente a informar que estamos a falar com a pessoa errada. Um conselho: nunca desistir, o e-mail certo está sempre ao virar da esquina.
A equipa: depois de acertadas as formalidades, há que escolher a equipa que vai trabalhar o livro. Começar pelo tradutor, idealmente, se houver escolha, opto por alguém que me pareça que vá apreciar a história. O mesmo se aplica ao revisor, escolher alguém que possa gostar do livro. Para a capa, podemos adquirir a original quando acho que o livro já está muito identificado com a imagem, mas também me dá gozo pesquisar portfólios e escolher arte adequada ao texto. Não esquecer: ter um bom paginador, porque os livros costumam ter muitas páginas.
A impressão: idealmente, mandar para a gráfica com tempo. O ideal: termos ainda um exemplar de prova para corrigir algumas imperfeições, antes de seguir para impressão final.
A venda: depois de passar algum tempo a admirar e acarinhar o objeto final, é altura de o distribuir, mostrar e esperar que chegue a muitos leitores. A melhor fase: ver a reação de cada pessoa que se encontra com o livro.
Dormir.
Repetir.