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Obras com alma

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Feminismo na Periferia

20.14

O movimento feminista tem um ponto cego e, ironicamente, esse ponto cego são as mulheres. As correntes feministas convencionais raramente encaram a satisfação das necessidades básicas como uma questão feminista e, demasiadas vezes, concentram-se não na sobrevivência das muitas, mas no aumento dos privilégios de poucas. Essa miopia, alimentada por divisões internas e pelo privilégio étnico-racial e de classe, fragiliza a solidariedade entre mulheres e deixa, sobretudo, as mulheres negras e periféricas à margem.
«Como podemos falar de união», questiona Mikki Kendall, «se algumas continuam a oprimir outras?»
Em Feminismo na Periferia, Kendall confronta as falhas do feminismo contemporâneo, partindo da sua própria experiência — marcada pela violência, pela pobreza e pela hipersexualização —, e analisa com lucidez temas como direitos reprodutivos, experiências de abuso, cultura popular e saúde mental.
Feroz, incisivo e profundamente necessário, este livro é tanto uma denúncia de um movimento em transformação como um apelo a todas as mulheres que se reivindicam feministas para que vivam, em pensamento e em ação, segundo o verdadeiro propósito da causa.

Guapa

24.00

Rasa, um homem gay num país árabe não identificado, vê a sua vida desmoronar quando a avó o apanha na cama com o amante, Taymour, e o seu melhor amigo, Maj, é preso. Incapaz de voltar para casa, ele vagueia pela cidade, cruzando-se com ativistas, intelectuais e membros da elite, enquanto revisita o passado e enfrenta os segredos da sua família. Entre a perda da esperança política e das suas relações mais íntimas, Rasa luta para encontrar o seu lugar numa sociedade que pode nunca aceitá-lo.

O Inferno que Nos Persegue

25.00

Benji, um rapaz trans de dezasseis anos, está em fuga do culto onde cresceu — uma seita fundamentalista que desencadeou o Armagedão e dizimou a população mundial. Desesperado, procura um lugar onde o culto não o consiga encontrar… nem à arma biológica com que o infetaram. Quando é encurralado por monstros nascidos da destruição, Benji é salvo por um grupo de adolescentes do Centro LGBTQ+ de Acheson, conhecido como CLA. O líder do CLA, Nick, é um atirador exímio, está no espectro do autismo e tem um charme difícil de ignorar — também sabe o segredo mais obscuro de Benji: a arma dentro dele está a transformá-lo num monstro capaz de destruir o que resta da humanidade. Mesmo assim, Nick oferece-lhe abrigo entre os seus rebeldes queer, com uma condição: Benji tem de controlar a criatura que está a crescer dentro de si e usar esse poder para proteger o CLA. À procura de um verdadeiro lar, Benji aceita os termos de Nick… até descobrir que o enigmático líder do CLA também tem os seus próprios segredos, e que talvez o perigo não esteja só lá fora.

Sempre Estivemos Aqui

21.10

Como te encontras a ti próprie quando o mundo te diz que não existes?

Samra Habib cresceu num mundo onde a sua identidade era um risco constante. Nascide no Paquistão como muçulmane ahmadi, viveu sob a ameaça de extremistas que viam a sua comunidade como uma afronta. A necessidade de se esconder e adaptar tornou-se uma parte essencial da sua vida.

Quando a sua família encontra refúgio no Canadá, Samra depara com um novo conjunto de desafios: preconceito, pobreza e um futuro traçado por um casamento arranjado. Sentindo-se incurralade, inicia uma busca desesperada por um espaço de liberdade e autoexpressão, onde possa alimentar o seu espírito criativo e feminista.

Muito mais do que um relato de superação, Sempre Estivemos Aqui é uma celebração do poder da autoaceitação e da construção de uma identidade, onde a fé, a arte, o amor e a sexualidade queer se interseccionam. Uma ode à coragem de ser quem realmente somos e ao poder de encontrar uma comunidade que nos acolhe e celebra por inteiro.

A Volta no Caixão

24.00

A morte ocupa pouco espaço, mas é possível que se prolongue por bastante tempo.
Nos contos curtos que jazem em A Volta no Caixão, Pedro Lucas Martins consegue, com poucas e incisivas palavras, mostrar ao leitor distintas faces do ceifeiro, e aquilo que o aguarda quando tocar a terra fria.
Mesmo que breves, estas histórias perdurarão na sua imaginação para lá do razoável, para lá do desejável. Regressarão para o perturbar nas noites mais tranquilas.
Regressarão, até, quando se encontrar por fim a repousar. Em paz.

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