• 0 Items - 0.00
    • Não há produtos no carrinho.

Autor

Gertrude Stein

"Gertrude Stein foi uma romancista, poeta, dramaturga e colecionadora de arte americana. Nasceu em Allegheny, EUA, em 1874. A mais nova de cinco irmãos, filha de um casal judeu de classe média-alta. Abandonou o curso de medicina e estabeleceu-se em Paris a partir de 1903. Na casa que partilhava com a sua companheira, Alice B. Toklas, no número 27 da rue des Fleurus, estabeleceu um salão cultural frequentado por escritores, pintores e artistas seus contemporâneos, estimulando o movimento modernista do qual foi mecenas em algumas ocasiões. A sua prosa era experimental, cheia de repetições intencionais e quebrando as regras de gramática. Assumindo inspiração em Cézanne e Flaubert, Stein explorou os limites da linguagem escrita e da sonoridade, construindo o “cubismo na literatura”, sendo possível encontrar-se na sua obra ecos de movimentos como o dadaísmo ou o surrealismo. Morreu a 27 de junho de 1946 e encontra-se sepultada no cemitério Père Lachaise, em Paris, ao lado de Alice B. Toklas."

Produtos disponíveis

Três Vidas

14.84

PRÉ-VENDA

 

«A Boa Anna» é tão gentil como tirana. Sendo empregada, encara a vida como se fosse mãe dos que a rodeia, apesar de não ter filhos. É sempre pobre, mas oferece muito do que tem, e verte tudo de si nos outros, até não restar nada.
«Melanctha» cresceu numa realidade feita dura pela pobreza e áspera pela ausência de afeto. Aprendeu sobre a vida nas ruas, colheu o carinho que lhe chegava sem ter capacidade crítica sobre a sua origem e, das feridas que resultaram, fez nascer o conhecimento possível.
«A Gentil Lena» abdicou da vontade própria à nascença e deixou que o mundo a levasse pela vida como uma corrente. Casada sem possibilidade de escolha, definhou debaixo de abuso.

Em “Três Vidas”, Gertrude Stein descreve como a pobreza, a classe e a raça aprisionam estas mulheres. Com uma profundidade psicológica impressionante, Stein conta mais do que três histórias: desenvolve três identidades a partir da profundidade da mente humana, amorosa e desesperada. Fá-lo usando uma escrita inovadora, que sublinha os padrões impostos pelo fluxo de discurso repetitivo que espelha na palavra escrita a frustração que atravessa o íntimo de todas as personagens.